Indice

"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" ...::: Caridade é Amar e sem caridade não há salvação::::....

O PASSE



PASSE E EVOCAÇÃO - Livro Passe e Passista - Roque Jacintho

DÉCIMA TERCEIRA PARTE

Criaturas perturbadas espiritualmente procuram o socorro do passe fluídico. Não raro conduzem casos pré-obsessivos e, bastas vezes, obsessões plenamente instaladas. À miude o passista poderá guardar a impressão de que promovendo a mediunização do paciente e permitindo que o Espírito perturbador ou perturbado se assenhoreie dos implementos vocais e físicos do enfermo, este experimentará melhora.
É a evocação ostensiva.
É um engano, porém, de graves conseqüências. No mecanismo normal a perturbação é tão mais acentuada, quanto mais o irmão perturbador alcance afinização fluídica com o doente. O envolvimento perispiritual que está promovendo com o seu desafeto é o que lhe faculta um mais amplo exercício de suas inalidades.
O Passe, por sua vez, é um auxílio magnético espiritual que visa à renovação fluídica do paciente e a correção de seus desequilíbrios aliviando a tensão que o obsessor desencarnado esteja sustentando sobre o paciente.
Poderemos concluir, em decorrência, que se o passista evoca determinado Espírito a manifestar-se por intermédio do enfermo, passará a auxiliar o domínio que o perturbador quer lançar sobre o encarnado.
O momento do passe, pois, não é o de evocação. Não é o de doutrinação dos desencarnados. Não é o de orientação formal do enfermo.
O momento do passe é, e deve ser simplesmente: o instante de transfusão fluídica que alivia as opressões espirituais ou fluídicas inferiores, renovando o ânimo do paciente, hipnotizando-lhe os componentes somáticos no restabelecimento do equilíbrio perdido.
Quando o doente trouxer o hábito de manifestações indisciplinadas e que surgem tão logo se inicia o passe, caberá ao passista levá-lo a desconcentrar-se da zona mental deletéria. Pedirá que relaxe os músculos. Desligalo-á de quaisquer pensamentos sobre a Espiritualidade.
Desligado assim, se ainda no decorrer dos passes ele demonstrar proximidade de convulsões ou súbita incorporação, nada mais útil e genuinamente Espírita-cristão que o de novamente interromper os passes e repetir todas as instruções de concentrar-se, de relaxamento muscular, de desligar-se mentalmente.
As advertências, contudo, serão carinhosas, sem laivos de condenação ou irreverência, tendo um sentido educativo.
Quase sempre tais irmãos nada mais fazem do que repetir o que já presenciaram ou então com problemas para o desanuviar-se interiormente.
A pouco e pouco, o doente se educará no domínio de suas próprias energias psíquicas e no comtrole de sua própria vontade e, também, compreenderá que o momento do passe não comporta evocação ou manifestação extemporânea.
Coordenador e responsável pelo site: Antonio Carlos Oliveira - Casa Espírita Bezerra de Menezes - Rua Xv de Novembro nº 295 - Araruama