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PASSE E MEDIUNIDADE - Livro Passe e Passista - Roque Jacintho
DÉCIMA QUARTA PARTE
O médium beneficia-se com o passe.
Nos momentos de passividade mediúnica, nos trabalhos desobsessivos e inclusive nos de instrução geral, o passe representa sempre uma fusão de energias, do passista e do médium, atuando favoravelmente no intercâmbio.
Por essa simbiose o Espírito Elevado encontra uma soma de energias que auxiliam a maleabilidade ao transmissor mediúnico.
E a enfermagem desobsessiva é fundamental. Não pode ser dispensado.
Enquanto o médium assiste o comunicante enfermiço e lhe aplica os benefícios da disciplina, do comportamento, das palavras sadias, dos quadros mentais construtivos -- o passista assume o papel de enfermeiro-auxiliar, que oferta o plasma, indispensável ao reequilíbrio ou à hipnose construtiva.
Embora verbalmente o obsessor possa repelir o convite ao Bem que lhe faz o dirigente dos trabalhos ou os médiuns esclarecedores, recebe o fluxo novo de vida nova que jorra sobre si através do passista. E esse préstimo, não raro, emociona-o favoravelmente por evidenciar que existe afeto e carinho que não pedem retribuição e nem se doam sob com dições escravizantes.
O passista, em união com o médium psicofônico, no socorro aos sofredores, é um quadro de rara formosura, que só a sagrada inspiração de Jesus permite se reproduza à face da Terra.
Destaque-se, porém, que quando o médium se deixa render à incorporação e chega à margem do descontrole, os fluidos manipulados pelo passista lhe surgem como reação oportuna, permitindo-lhe a
mais fácil reintegração de domínio e de posse de seu próprio organismo.
Médium e passista são como duas peças de um mesmo mecanismo, cujo funcionamento é tão mais perfeito e suave quanto mais se ajustem.
A esse entrelaçamento poderemos aplicar o conceito de Jesus, e sua advertência amiga: "Onde quer que se encontrem duas outras pessoas, reunidas em meu nome, eu com elas estarei".
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