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"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" ...::: Caridade é Amar e sem caridade não há salvação::::....

O PASSE



PASSE E FLUIDO - Livro Passe e Passista - Roque Jacintho

SEXTA PARTE

O passe é transfusão de fluído.
É uma permuta de perispírito para perispírito, muito semelhante a do sangue.
Como um enfermo orgânico poderá transmitir, na doação ou transfusão sanguínia, determinadas doenças ao socorrido, também o passista poderá transferir ao paciente os seus desajustes espirituais, subordinando-se essa transmissão, é natural, à afinidade que estabeleça entre si.
É indispensável, pois, que o passista esteja compenetrado do seu dever de sustentar clima mental sadio, elevado, para que no momento do passe transfunda energia restauradora.
A vontade que movimenta os fluídos regeneradores, capazes de rearmonizar o perispírito ou o organismo enfermiço, pode manipular fluidos deletérios pelo mesmo mecanismo, criando ou acentuando males em curso de instalação ou de desenvolvimento.
Há, por conseguinte, grande responsabilidade no ato fraterno de doar-se, cabendo ao passista ser uma permanente usina geradora de saúde e harmonia, trazendo em seu coração o desejo de ser útil ao seu próximo.
Em decorrência do desequilíbrio do passista, alguns pacientes podem revelar uma acentuação mórbida de seus sintomas. O assistente poderá concluir, apressadamente, que esteja operando sobre um doente desinteressado de sua própria cura. Não raro, porém, se analisar mais detidamente, concluirá que houve um desajuste seu e que, ao revés de ter transmitido fluidos benéficos, envolveu o socorrido em vibrações deletérias, as quais, então, reagiram negativamente sobre o perispírito agravando o quadro clinico.
O fluido é um veículo neutro que se molda aos ditames de nossa vontade, refletindo-nos inteiramente e tanto conduzindo a sublimação em si, quando portanto miasmas umbralinos, pelos quais somos os responsáveis diretos.
E a presença do mentor espiritual do passista não modifica esse mecanismo. O passista poderá receber-lhe fluidos puros. Estes, porém, tisnados ao contacto de suas emanações individuais que lhes alteram o teor regenerativo poluindo-os antes de transferi-los ao enfermo. Ou poderá o passista, à semelhança do enfermo repelir o auxílio que lhe chega do Alto, por estar momentaneamente desajustado com a Espiritualidade Maior.
Ninguém, pois, substituirá o passista na sua necessidade fundamental de elevar-se espiritualmente, não se deixando vencer pelas induções silenciosas que recolhe diretamente da aura do assistido, porque a sua posição é de quem centraliza fluidos e lhes imprime as suas caractristicas de amor e humildade ou de desajuste e emoções indisciplinadas.
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