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"Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo" ...::: Caridade é Amar e sem caridade não há salvação::::....

O PASSE



PASSE E SIMPATIA - Livro Passe e Passista - Roque Jacintho

OITAVA PARTE

A ação do passe começa pela simpatia.
É necessário que se entreteça um laço de simpatia e de confiança, unindo o doente e o passista na mesma onda mental, sem o que toda providência poderá ser baldada por repelir o enfermo o benefício fluídico, que lhe chega com a colaboração afetiva do assistente.
Por vezes o doente não simpatiza com o passista.
Noutras, o passista é quem repele o enfermo.
Repulsão sempre espiritual é evidente.
Os motivos em que se fundamenta essa repulsão são os mais variados, podendo alinhar-se: antipatia pessoal; desafetos particulares; influenciação obsessiva; união às zonas inferiores da espiritualidade. São todos sintomas de ausência e vigilância e oração, é certo, mas que chegam a medrar em determinadas ocasiões e que, se não forem pronta e rapidamente corrigidos, poderão neutralizar a ação fluídica ou mesma dispersá-la.
A antipatia - venha do assistido ou do assistente - deve sempre de ser vencida, cabendo ao Espírita Cristão a iniciativa da correção, sem exigir colaboração alguma de seu semelhante, por ser ele o que detém a posição de doador de Vida e a quem cabe dar sempre mais, porque é quem mais recebeu.
Conquistar a confiança do enfermo é preliminar indispensável de todo socorro, a fim de fundirem-se ambos, assistindo e assistente, no mesmo clima espiritual elevado.
E não se pode obrigar o paciente a ser o portador de equilibrada disposição íntima, como o da confiança e da simpatia espontânea e naturais.
Para que a confiança se gere é indispensável que o socorrido registe interiormente uma sensação de segurança íntima, frente ao passista. Como consequência se conclui que o passista deve possuir noção aprimorada da função que exerce, dos passes, porque esses seus conhecimentos, essa sua própria segurança, funcionarão como poderosa alavanca que remove parte da crosta que poderá separá-lo do enfermo.
Quando os passes são ministrados por um grupo de passistas, preferível é deixar ao arbítrio do interessado a escolha espontânea de quem lhe transmitirá os recursos regenerativos.
Quando opera sozinho e o doente não se liga a ele pela simpatia, deverá encaminhá-lo delicadamente a algum outro companheiro de ideal, na tentativa de ajustar espiritualmente o enfermo, já que o grande propósito de todo o passista é socorrer sempre, em nome de Jesus.
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