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CHACRAS
 
 

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Correspondendo aos locais dos plexos, no físico, o corpo astral possui “turbilhões” ou “motos vorticosos”, que servem de ligação e captação das vibrações e dos elementos fluídicos do plano astral - que nos envolve externamente, passando tudo à parte astral solidificada em nosso corpo - os nervos.
O conglomerado dos nervos no físico produz os plexos que ativam e sustentam esses vórtices com mais intensidade, ao passa que no resto do corpo, onde os nervos correm sem formar esses nós, aparece apenas no astral a aura simples. Essa aura, ao chegar à altura dos plexos nervosos, gira com intensidade, estabelecendo verdadeiros canais de sucção ou de expulsão (redemoinhos).
Tal como exaustores ou ventiladores, que giram quando passa por eles o ar, ou que giram por efeito de um motor, movimentando o ar, assim essas “rodas” (chakras em sânscrito) giram ao dar passagem à matéria astral, de dentro para fora ou de fora para dentro.
São chamados rodas porque têm a aparência de pequeno exaustor ou ventilador, com suas pás (denominadas “pétalas”), que giram incessantemente quase, já que é constante a “corrente de ar” que por elas passa.
Porta aberta para o plano astral - Evidentemente, um chakra desenvolvido é uma porta aberta para o plano astral, permitindo contactos com espíritos desencarnados, como veremos. No entanto, julgamos que o desenvolvimento forçado e artificial, provocado conscientemente por nós, é mais prejudicial que benéfico, já que nossa finalidade não é perceber nem atuar no plano astral, tão imperfeito e falho como o nosso físico - e talvez pior - mas evoluir a outros planos superiores.
O plano astral é o das emoções, criado especialmente para moradia dos animais irracionais. Como a humanidade ainda se encontra muito animalizada, por isso ainda habitamos o astral, quando desencarnamos. Mas o plano próprio do homem é o mental, não o astral. Quando o Espírito tem que mergulhar na carne, qualquer que seja sua situação evolutiva, ele precisa primeiro revestir-se de matéria astral, para poder condensar-se posteriormente na matéria. Mas isso constitui uma transição, não um estado próprio do homem. O astral só constitui estado para o psiquismo animal e para espíritos animalizados, que não conseguiram superar essa fase atrasada.
Quando o estágio evolutivo, ainda retardado, de um espírito exige esse contacto com o plano astral, os chakras são “abertos” naturalmente, isto é, pela própria natureza. Nesse caso o indivíduo nasce médium, na terminologia corrente, e então é necessário “educar” essa mediunidade já existente. Mas “desenvolvê-la” quando não existe, é, a nosso ver, errado, pois perturba e atrasa o progresso evolutivo da criatura.
CHAKRA FUNDAMENTAL
Chamado MULADHARA pelos hindus, é uma hélice (exaustor) de 4 pás (“pétalas”), localizado no períneo (entre o ânus e os órgãos sexuais, no fim da espinha dorsal). Dizem os ocultistas que duas pétalas são vermelhas e duas alaranjadas. Possui força vitalizadora poderosa, com o nome de Kundalíni. Essa força, que revigora o sexo, pode ser transformada em vigor mental, alimentando outros centros. As obras especializadas explicam esse processo.
Ação no sexo - Cremos perigoso lidar com essa força, sem a direção de um mestre experimentado, competente e evoluído.
Grande número de abusos e desvios sexuais é causado pelo desequilíbrio desse chakra, influenciado, com freqüência, pela ação de obsessores, que aí encontram campo fácil de domínio de suas vítimas, levando-as a desregramentos que parecem simples impulsões naturais de força vital; ou, ao contrario, insensibilizando, sobretudo as mulheres, para causar frigidez que leva a desfazer lares.
Aí se ligam os espíritos, para, no uso desregrado do sexo experimentarem todas as sensações, aumentando de muito o gozo dos encarnados, tornando-os sempre insatisfeitos e buscando mais, insaciáveis, para que os espíritos se aproveitem.
CHAKRA ESPLÊNICO
Denominado SWADHISHTANA, situado na altura do baço. Exaustor com 6 pás, é um dos responsáveis pela vitalização do organismo, já que absorve o prâna (vitalidade do sol) e o distribui pelo corpo. Também armazena as sobras.
A função de extrair o prâna para vitalizar o organismo é conhecida por certos elementos do plano astral que, por inconcebível abuso, se ligam a criaturas das quais querem extrair a vitalidade.
Vitalização de Organismos – Vampiros -
Agem assim os chamados “vampiros”, que se grudam como parasitas, em verdadeira simbiose, no chakra esplênico, absorvendo para eles a vitalidade que esse chakra recolhe, e deixando sua vítima em permanente estado de astenia, que piora com o tempo até a desnutrição psíquica, que se reflete no físico, atingindo a desencarnação, se não for atendida a tempo. De modo geral se colocam nas costas do encarnado, para sugar com facilidade, pois o sentido giratório das pás impulsiona o prâna para dentro do corpo, enquanto o “vampiro” os suga pelas costas. A ação de desobsessão e libertação é imprescindível e sempre tem caráter de urgência.
CHAKRA UMBILICAL
Ou MANIPURA, situado mais ou menos na altura do umbigo. É um exaustor com 10 pás, do tamanho de um pires comum, com predominância de tons verdes. Seu trabalho é importante, pois absorve da atmosfera para o corpo, elementos que vitalizam todo o sistema digestivo, para ajudar a assimilação e o metabolismo alimentar, bem como controla todo o sistema vago-simpático, governado pelo plexo solar.
Emoções – Ligação de sofredores - É o chakra responsável pelas emoções. Tanto que , nas comoções e sustos muito fortes, sentimos a barriga tremer e, às vezes, chega mesmo a provocar evacuações ou micções extemporâneas. Justifica as expressões populares: “comovido até as entranhas”, “amor entranhado”, etc.; é muito sensível às influências do astral em seus níveis inferiores. Gira também de fora para dentro. Nesse chakra é que se operam as ligações, por fio fluídico, de espíritos sofredores e obsessores nas sessões mediúnicas.
A entidade astral inferior, ainda animalizada, e portanto com predominância de emoções, é colocada por trás do aparelho mediúnico, e de seu chakra umbilical se estende um fio de matéria astral, à maneira de pseudópodo, que é estendido até o chakra umbilical do médium. Ao ser feito o contacto e “colada” a ponta do fio no chakra, o instrumento encarnado passa a sentir, de imediato, todo o conjunto de sensações e emoções do desencarnado; dores pelo corpo, falta de ar, tristeza, choro, aflição, raiva e vontade de brigar, frio ou calor, etc. Essas sensações fazem refletir-se, no cérebro, e serem repetidas pela boca, as palavras pensadas ou ditas pelo espírito comunicante. Dá-se a comunicação.
Mas a ligação com um médium equilibrado ajuda o comunicante, pois, ao mesmo tempo em que o sistema alterado deste passa ao aparelho mediúnico, a calma e o equilíbrio do encarnado se escoam, através do mesmo fio de ligação, para o desencarnado em desequilíbrio, levando-lhe um pouco da calma e alívio para seus sofrimentos.
Mediunicamente falando, para as chamadas “sessões de caridade”, esse é o chakra mais importante. Criaturas existem que o tem “aberto” naturalmente: são os médiuns “espontâneos”.
Esses devem educar o controle desse chakra. Mas quem tenha esse chakra “fechado” não deve abrí-lo: se a natureza e a vida fizeram assim, é porque assim é melhor para a criatura. Mas as pessoas que o têm naturalmente aberto são, geralmente, instáveis, nervosas e até desequilibradas, porque estão sujeitas a influências astrais inferiores de toda a ordem, verdadeiros “mata-borrões” que “pegam” todas as manchas de tinta derramadas por aí... Neste caso, só uma educação bem feita na mesa mediúnica poderá reequilibrá-las. Uma vez “aberto” (desenvolvido) o chakra, não pode a criatura parar o trabalho mediúnico, sob pena de sentir de novo descontroladamente todas as indesejáveis e desagradáveis sensações do mundo astral mais baixo. A abertura desse chakra obriga a criatura a uma catarse periódica de alívio, o que costuma dar-se com a freqüência semanal a uma reunião mediúnica.
CHAKRA CARDÍACO
Denominado ANAHATA, localizado na altura do coração físico, sobre o plexo cardíaco. É um exaustor de 12 pás, em que predomina a cor amarela (que nos seres evoluídos passa a verdadeiro dourado: o “Coração de Jesus” é representado com raios dourados que dele partem). Sua função precípua é governar o sistema circulatório, presidindo à purificação do sangue nos pulmões e ao envio do oxigênio e prâna a todas as células, por meio do sistema arterial. Controla, ainda, as pulsações do músculo cardíaco.
Ligação com o Eu – Guias Passistas - O chakra cardíaco, localizado nas imediações do coração onde se situa o principal ponto de contacto com o Eu Profundo (Cristo Interno -Mente), no nó sinusal e segmento atrioventricular que comandam o batimento do coração. Vibra na freqüência do astral superior, com que sintoniza, e comanda os sentimentos.
No entanto, nas criaturas menos evoluídas, deixa-se influenciar muito pelas vibrações do chakra umbilical, que transfere ao órgão cardíaco as emoções inferiores, fazendo palpitar mais rápida e violentamente o músculo do coração, mesmo nas emoções inferiores.
Doutro lado, mesmo nas criaturas mais evoluídas, quando isto não se dá, ocorre que o chakra cardíaco acelera e fortalece as palpitações do coração, quando é necessária uma circulação mais rápida. e forte da corrente sangüínea, para levar mais oxigênio ao cérebro e às células.
Além disso pode ocorrer que, fortemente afetado por sentimentos superiores, sua expansão mais larga faça suas vibrações tocarem o chakra umbilical, transformando o sentimento elevado em emoção, de vibração mais baixa, no plano astral inferior. Lembremo-nos de que Jesus, tocado pelo sentimento elevado de amor a Lázaro, a Marta e a Maria, teve um choque emotivo ao ver Maria chorar, e isso fez que ficasse com os olhos cheios de lágrimas (cfr.“Sabedoria do Evangelho”, vol. 6º, pág. 135, João, 11:35), resultado evidente de emoção, pois as lágrimas constituem a catarse (liberação, evacuação) dos fluidos animalizados do astral, que ficariam agregados a nosso corpo astral, se deles não nos libertássemos. É pelo chakra cardíaco que se liga o fio fluídico dos espíritos chamados “guias” ou “mentores” dos médiuns, quando estes “incorporam” sobretudo para trabalhos de passes e curas e para todos os que afetam o sentimento de amor. Como os mentores do médium são, sempre ou quase, criaturas que alimentam sentimentos de amor por seu pupilo encarnado, a sintonia se faz pelo chakra cardíaco, que é mais afim com essa freqüência vibratória. O espírito se coloca atrás do médium e liga seu fio fluídico ao chakra cardíaco do médium, partindo de seu próprio chakra cardíaco. A partir desse momento, o médium passa a sentir agradáveis sensações de bem-estar e de paz, muito diferentes das que sente quando é um espírito involuído que se liga ao chakra umbilical.
Esse é o chakra que vibra fortemente quando sentimos simpatia, empatia, amor, piedade ou compaixão, por nossos semelhantes. Se bem desenvolvido, leva o amor universal indistintamente a todos os seres criados de qualquer plano.
No entanto, o máximo cuidado devemos ter em não deixar que a vibração desse chakras e comunique com o umbilical, transformando o sentimento em emoção. Esse erro é comum em certos médiuns pouco experimentados. Quando isso ocorre, ao dar passes no enfermo, o médium ajuda-o ao lançar nele seus fluídos; mas a vibrações do chakra umbilical, cujas pás giram para dentro do corpo, trazem para seu corpo astral as vibrações de dores e doenças do paciente, e o médium recebe em si toda a carga negativa e sai doente. Cuidado, portanto, em não transformar o sentimento de compaixão em emoção comovida. Se agir certo, ajudará sem prejudicar-se.
O chakra cardíaco é também o utilizado pelos espíritos para os efeitos físicos, pois atua na corrente sangüínea, produzindo maior abundância de plasmas e exteriorizando-os (ectoplasma) pelos orifícios do corpo do médium (boca, nariz, ouvidos, olhos, sexo, uretra e ânus e, às vezes, pelo próprio umbigo). Com esse ectoplasma, se formam não só as materializações, como os “botões” rígidos, que produzem todos os efeitos físicos.
CHAKRA LARINGEO
Chamado VISHUDDHA é um exaustor com 16 pás, predominando a cor azul e o prateado. Está situado na garganta, mais ou menos na altura da tireóide. Responsável pela emissão da voz e pelo controle de certas glândulas endócrinas do corpo, cuja disfunção é por vezes atribuída à tireóide, quando na realidade o culpado é o chakra laríngeo, mal desenvolvido ou desenvolvido demais.
O desenvolvimento desse chakra apura não só a emissão da voz, que se torna agradável e musical, como ainda a pronúncia das palavras (califasia), que é geralmente mais perfeita e apurada nas pessoas mais evoluídas. A criatura involuída (ou quando tem o chakra laríngeo pouco desenvolvido) fala “engrolado”, confuso, e às vezes de modo quase ininteligível, não conseguindo proferir certas consoantes e grupos consonantais.
Ligação com o Som – Psicofonia - É pela chakra laríngeo que reproduzimos, no físico, o SOM do LOGOS, embora ainda com uma imperfeição desconcertante e desanimadora. Muito desenvolvido nos cantores e oradores, sustenta-lhes a voz, emprestando-lhe belo timbre e volume possante.
Nesse chakra se liga o fio fluídico dos espíritos que dão mensagens psicofônicas, na chamada “incorporação completa” falante, quando o médium reproduz até mesmo, por vezes, a voz do espírito, seu sotaque e, mesmo em alguns casos, a língua original do comunicante, desconhecida pelo aparelho mediúnico (xenoglossia).
A vibração do chakra, captando ondas mais elevadas do astral, presta-se a ligar-se com entidades evoluídas em relação a nós, os “mentores” e “guias”, que o utilizam com freqüência, sendo seu caso atestado exaustivamente na Bíblia, com os “profetas” (médiuns) de Yahweh (ou Yhawh). Controla, também, o chamado “passe de sopro”, fornecendo energia ao ar expelido dos pulmões do médium. O espírito, para ligar-se ao chakra laríngeo do médium, coloca-se atrás do seu medianeiro e liga um fio fluídico de seu próprio chakra laríngeo. A partir do instante em que é feita a ligação, o médium estremece e sente a garganta tomada, falando mesmo que não queira. Certa feita, em Pedro Leopoldo, disse-nos Chico Xavier: “eles me colocam um trem aqui na garganta e tenho que falar”.
CHAKRA UMERAL
De menor importância no conjunto, situa-se entre as omoplatas, junto ao plexo braquial, que se estende até o ponto de ligação dos braços com o tronco. Comandam os movimentos dos braços, antebraços, mãos e dedos.
Psicografia - Citamos este porque nele se liga o fio fluídico do espírito comunicante para a psicografia automática, isto é, quando o sentido do que o médium escreve não lhe passa antes pelo cérebro, mas a ação se dá diretamente na mão e no braço; e só depois que o médium escreve ou desenha, é que toma conhecimento do que fez.
O espírito se coloca atrás do médium, ou a seu lado, e lança ,seu fio (pseudópodo), fazendo contato com o chakra do aparelho, que dificilmente consegue resistir ao impulso recebido. Vemos, pois, que as ligações por fio (incorporações) só se dão nos chakras situados no tronco do corpo do médium:
1 - Fundamental - obsessões sexuais e possessões;
2 - Esplênico - vampiros;
3 - Umbilical - sofredores e obsessores;
4 - Cardíaco - passistas (mentores) e efeitos físicos;
5 - Laríngeo - mentores, por psicofonia; e
6 - Umeral - mentores por psicografia automática.
CHAKRA FRONTAL
Cognominado AJNA é um exaustor-ventilador com 96 pás, localizado entre as sobrancelhas, 1,5 a 2,0 centímetros acima da glabela.
As cores predominantes são rosa e amarelo. Corresponde à glândula pituitária ou hipófise e governa o intelecto (cérebro) com seus vários departamentos de neurônios. Dessa maneira, comanda os cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato).
Vidência de figuras do astral - O chakra frontal, já situado na cabeça, é responsável pela vidência no plano astral quando percebida diretamente por meio dos cones e bastonetes, formando-se as imagens astrais na parte lateral da retina. Tanto que, quando os videntes, sobretudo os pouco treinados, percebem uma figura a seu lado, se por acaso voltam seus olhos para esse lado, a visão desaparece. Eles terão que habituar-se a focalizar a visão sem olhar de frente para ela, pois se o fizerem, o foco incidirá na fóvea ou mácula lútea, que é o ponto específico da visão física, mas não da astral.
Na clarividência à distância (quer no espaço, quer no tempo), forma-se geralmente um “tubo” fluídico (uma espécie de luneta) que parte do chakra frontal, ligando o médium à cena que deve ser vista. Daí os faraós e videntes do Antigo Egito serem representados nas figurações com uma serpente (o “uréu”), que lhes saía da testa, e simbolizava a visão astral desenvolvida.
Outro tipo de visão captada pelo chakra frontal são os “quadros fluídicos”, criados seja pela mente do próprio médium, seja pela de outro encarnado ou de algum desencarnado. Esses quadros (ou figuras), alguns facilmente confundíveis com espíritos reais aí presentes, por vezes se apresentam reduzidos, em dimensões liliputianas, e não obstante com absoluta nitidez de todos os pormenores.
Ainda outra variedade de vidência é a chamada “vidência mental”, também sob a responsabilidade direta de AJNA. Nesta, nada se vê em imagem física figurada. Sem embargo, as imagens sem figura se apresentam ao cérebro, tal como se fossem “imaginadas” num sonho acordado. Não sei se conseguimos explicar-nos: vemos sem ver, mas vemos! Com o desenvolvimento desse chakra, passamos a ter segurança na interpretação do que vemos mentalmente.
Desses tipos de vidência, o mais seguro é do plano astral, porque é mais físico e, portanto, pode ser mais facilmente controlado.
No entanto, nenhum desses tipos de vidência constitui, propriamente falando, uma mediunidade no sentido exato e estreito do termo. Na mediunidade, o aparelho humano serve de intermediário entre um espírito (desencarnado ou não) e outro espírito (encarnado ou não). Mas é um medianeiro, que RECEBE e ENTREGA.
Ora, na vidência não ocorre isso: é a própria criatura que vê. Nada recebe de ninguém: ela mesma tem a capacidade de ver por si mesma. Então, em vez de mediunidade, nós chamaríamos a isso característica ou capacidade.
Também não é um DOM, que alguém recebe como um favor: não há privilégios na natureza! Ou a criatura conquista pelo próprio esforço evolutivo essa capacidade, e a tem; ou, se não fez por merecê-la, não na tem.
Além da vidência, o chakra frontal é responsável pela audiência, em que a voz física do espírito é ouvida dentro do ouvido, como se as vibrações não viessem de fora, pelo ar atmosférico, mas ecoassem dentro da caixa craniana.
Outra modalidade é a clariaudiência, em que se ouvem vozes e sons que vibram à distância (quer no espaço, quer no tempo). Aqui também é comum observar-se a formação fluídica de um tubo acústico, talvez para ampliar as vibrações sonoras, tornando-as suficientemente fortes para conseguir impressionar o ouvido.
Com a audiência (e é muito mais freqüente o número de pessoas que possuem essa característica), dá-se o mesmo fenômeno que na vidência: uma voz no cérebro, uma voz sem som, contudo, perfeitamente sentida, percebida, ouvida, embora não ouvida! Mas as frases chegam com nitidez absoluta.
O chakra frontal é responsável, ainda, pela clareza de raciocínio e pela percepção intelectual, que será tanto mais aguda e rápida, quanto mais for desenvolvido o chakra Nem é difícil perceber, pela conformação óssea da testa, uma elevação no centro, entre as sobrancelhas, que indica seu desenvolvimento, conforma os ensinos da psicognomia. Outra função desse chakra frontal, pelo fato de também girar para fora, é poder, segundo a vontade do homem, agir como um ventilador que gira rapidissimamente; sua utilidade é a emissão de raios (irradiação), que podem ser dirigidos às pessoas com diversos objetivos (calma, força, conforto, alívio, equilíbrio etc.). De acordo com as necessidades, os raios emitidos poderão ser coloridos, pois a coloração não é mais que a freqüência vibratória do raio que se modifica, segundo a mentalização realizada. Essa irradiação, ou mesmo o lançamento de raios, depende exclusivamente da vontade e da força mental concentrada do emitente, não sendo necessário nenhum gesto externo.
CHAKRA CORONÁRIO
Também chamado SAHASRARA, está situado no alto da cabeça, na direção da glândula pineal, a que corresponde. É um exaustor com 12 pás no centro e com 960 pás na periferia, dai ser também chamado “lótus de mil pétalas”.
Sua cor predominante e seu brilho variam de acordo com seu desenvolvimento e, portanto, com a evolução da criatura.
Seu despertamento é importantíssimo, para que não receba vibrações do astral, mas somente do mental. Ligação com o astral superior – Telepatia – Incorporação - É através do coronário que recebemos a Luz do Alto, e que em nós penetra a Onda Espiritual do Logos. Os primitivos cristãos conheciam bem sua força, tanto que os monges ocidentais (à imitação do que sucedia com os orientais: egípcios, chineses, hindus, tibetanos etc.) raspavam a cabeça como um símbolo: afastavam os cabelos, isto é, todos os empecilhos materiais, para que a ligação com o Espírito e o recebimento de Luz fosse a mais perfeita possível. Com a “moda” dos cabelos compridos, a igreja permitiu que seus sacerdotes e monges a seguissem, mas impôs que, pelo menos, no alto da cabeça, permanecesse um círculo raspado (a “tonsura”), feita antes que o candidato ao sacerdócio receba a primeira ordem, chamada “menor” (ostiário), como indício de que abandonava a materialidade, tornando-se “clérigo” (escolhido), e se dedicava daí por diante ao Espírito, podendo receber as sete sagrações, quatro menores e três maiores. Ao recebê-la, aquele que se supunha tivesse obtido a união mística recebia também novo nome, pois passava a pertencer à família do Deus a que servia. O chakra coronário é o sintonizador das ondas do plano mental recebidas por telepatia, quer provenham elas de fora, de espíritos desencarnados, quer das “noúres” (P. Ubaldi), correntes de pensamento que constituem a “noosfera” (Teilhard de Chardin), por meio da mente da própria criatura encarnada; neste caso, a Mente transmite a intuição que é recebida pelo “ponto de contacto” do Eu profundo, situado no coração, e este o transmite ao chakra coronário, o qual o transfere à pineal, para que esta o leve ao cérebro, que transformará a idéia ou intuição em raciocínio. Neste ponto é que com muita freqüência morrem as intuições rejeitadas pelo intelecto vaidoso, que não as aceita.
Aqui, mais uma vez, queremos chamar a atenção a respeito da diferença que fazemos entre Mente (espiritual) e Intelecto (cérebro da personagem). O homem é constituído de uma Centelha divina com Sua Mente, que se individualiza num Espírito, que se encontra no caminho evolutivo. Para progredir, o Espírito plasma para si, por condensação, uma personagem (conjunto de intelecto, astral, etérico, e físico denso). O somatório total (Centelha-Mente e Espírito-Intelecto-Astral-Etérico-Físico) é o HOMEM com um “espírito” reduzido em suas proporções por sua prisão no cérebro físico: é o denominado “eu” pequeno, com a consciência atual. A personagem é o Espírito (Mente-Centelha) condensado na matéria. Ora, condensar é REDUZIR. Compreendamos, então, que o Espírito (Mente-Centelha) são ilimitados, quase “infinitos”, e a personagem é uma condensação dentro do Espírito-Mente-Centelha. Portanto, o Espírito-Mente-Centelha NÃO ESTÃO localizados dentro do homem, mas ao contrário, o HOMEM é que está condensado DENTRO DO Espírito-Mente-Centelha que são ilimitados, e existem fora do tempo e do espaço.
Podemos esclarecer com um exemplo grosseiro. Suponhamos que no Oceano Atlântico suas águas condensaram um pequeno cristal de sal que continua mergulhado nas águas ilimitadas do Oceano e por elas permeado. O cristal de sal seria nosso corpo, nossa personagem, e o Oceano Atlântico seria o Espírito-Mente-Centelha. Mas no pequeno Cristal de sal há um ponto, um foco que serve de ligação entre ele e o Oceano. Assim há, no homem, um átomo espiritual no coração, que serve de ponto de contacto com a nossa Mente Ilimitada, com o Eu Profundo. Se no cristal de sal houvesse um pequeno átomo espécie de antena, que recebesse as vibrações do Oceano e as registrasse, seria como ocorre conosco: o chakra coronário é a antena que recebe as vibrações de nossa Mente, imensa e ilimitada porque fora do espaço e do tempo, por estar sintonizada com ela.
Pela chakra coronário, os médiuns recebem as comunicações por ondas mentais, isto é intuitivas, telepáticas. O Espírito comunicante pensa (em qualquer idioma) e através do chakra coronário e do corpo pineal o médium capta esse pensamento (em sua própria língua) e o transforma em palavras e frases (com seu próprio vocabulário).
Aí não há necessidade de o Espírito estar próximo ao médium: pode este achar-se no Rio de Janeiro e o Espírito em Recife, ou o médium em São Paulo e o Espírito na Sibéria. Se houver SINTONIA, haverá recebimento de comunicação mediúnica. Mas as palavras, os termos, o vocabulário, o sotaque, as frases serão DO MÉDIUM que recebe as idéias e as veste de forma e não o ditado de frases construídas pelo Espírito.
Daí poder o médium transmitir a mensagem como preferir ou como tiver mais facilidade, quer pela escrita (psicografia não-automática) quer de viva voz (psicofonia consciente). Daí também poderem dois médiuns, ou mais até, cuja sintonia se equivalha, poderem captar a mesma mensagem, ditada pela mesmo Espírito, embora um médium esteja em Porto Alegre e outro em Manaus.
O desenvolvimento do chakra coronário só é conseguido através da evolução. O pleno desenvolvimento dá a iluminação mental e a criatura atinge o nível de Buddha como ocorreu com Sidharta Gautama. Daí ser Ele representado com uma saliência no alto da cabeça, símbolo de sua iluminação através do coronário.
A igreja também conhecia esse símbolo e colocava em redor da cabeça de seus homens iluminados (santos) uma auréola dourada, que é a cor da aura dos indivíduos muito evoluídos.
Livro Técnica da Mediunidade de C.Torres Pastorino.
 
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